O Centro de Atendimento em Saude – CAS TEAcolhe, inicia seus atendimentos em Sarandi. Instalado na Rua José Francisco Biavatti, 2030, o espaço conta com aproximadamente 400 metros quadrados, é considerado amplo, com salas estruturadas e climatizadas, e mobiliada de acordo com a necessidade. O CAS integra a rede TEAcolhe RS - programa oficial do Governo do Rio Grande do Sul - focado em políticas públicas de saúde e atendimento integrado, para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias.
Segundo o Secretário de Saúde de Sarandi, Cássio Conterato, o CAS representa uma conquista para a comunidade e deve ser referência regional. “A gente vai trabalhar em nível regional. Houve todo um apoio, inclusive da coordenadoria, e assim se abriu espaço para trazer para cá também essa grande obra, que vai atender uma demanda bastante expressiva”, disse ele.
Segundo a coordenadora do CAS, Consuelo Pasqualotto, será seguida a portaria que regimenta o programa, com equipe multiprofissional, ampliada ao longo do trabalho. Os primeiros dois atendimentos anunciados são de Fonoaudióloga e Psicóloga. “Nós estamos encaminhando uma grade com 14 profissionais, parte técnica e parte administrativa. Então, nós pensamos em montar uma equipe ideal, mas sabemos que vai ser passo a passo. No momento, por exemplo, abrindo essa agenda, que significa que o espaço está apto para receber pessoas que já estão em acompanhamento nos outros CAS da região ou novos usuários. Nesse primeiro mês, por exemplo, mês de abril, nós encaminhamos para Porto Alegre, que vamos disponibilizar Fonoaudióloga e Psicóloga. Então, nós temos um período, inclusive dentro da própria portaria, para ir escalonando até chegar numa quantidade de 1200 atendimentos por mês”, revelou ela.
Consuelo ainda destaca que os atendimentos do CAS são encaminhados via Unidade Básica de Saúde e gerenciados pelo Gercon-RS, plataforma que organiza e prioriza a marcação de consultas e exames no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). “A demanda é encaminhada via Unidade Básica de Saúde. Então, é lançado no sistema do Gercom, que é um sistema estadual. Esse sistema, a central é e Porto Alegre, e é quem regula se vem para Sarandi. Em Porto Alegre tem uma equipe médica que avalia cada um dos pedidos de atendimento. Então, o fluxo, mais ou menos é esse: a porta de entrada é Unidade Básica de Saúde, onde os profissionais psicólogos, médicos, fonoaudiólogos, nutricionistas, identificam que aquela criança tem algumas características que compõem o espectro do Autismo, fazem a solicitação da especialidade, e cai no sistema Gercom, e lá o sistema direciona os pacientes, podendo ou não vir a Sarandi”, explicou.