Uma das principais indústrias do setor lácteo da região, com sede em Chapada, ingressou com pedido de recuperação judicial. A informação foi divulgada pela jornalista Gisele Loeblein, em coluna publicada na GZH.
De acordo com a colunista, os responsáveis pela marca, protocolaram o pedido no Juizado Regional Empresarial da Comarca de Passo Fundo. O processo busca a reestruturação financeira da empresa, que possui um passivo estimado em cerca de R$ 200 milhões.
A reportagem aponta que a estratégia da empresa inclui medidas como aumento de receita, desinvestimentos, redução de despesas e alongamento de dívidas. Ainda segundo a fonte, não estão previstos cortes na estrutura atual, que envolve aproximadamente 400 funcionários e cerca de 600 fornecedores de leite.
A história da empresa começou ainda na década de 1990, no município de Não-Me-Toque. Inicialmente focada na comercialização de queijos, a empresa avançou para a industrialização em 2001 e, alguns anos depois, transferiu sua sede para Chapada.
Ao longo dos anos, o grupo ampliou sua atuação e consolidou presença no mercado, especialmente com produtos como queijo fatiado, apontado como um dos principais itens do portfólio.
Fatores que levaram ao pedido
Ainda conforme a publicação de GZH, uma combinação de fatores contribuiu para o atual cenário financeiro. Entre eles, estão as dificuldades enfrentadas pelo setor de lácteos, marcado por margens reduzidas e juros elevados.
Outro ponto destacado foi o impacto das enchentes de 2024. A empresa teve prejuízo significativo após a paralisação de uma unidade de armazenamento em Esteio, o que resultou na perda de estoques e outros danos financeiros relevantes.
Processo ainda depende de análise
O pedido de recuperação judicial ainda aguarda deferimento da Justiça. Enquanto isso, segundo a coluna, a empresa busca reorganizar suas operações e superar o momento considerado desafiador.
A expectativa dos dirigentes é de reestruturação e continuidade das atividades, preservando empregos e a relação com produtores parceiros.
Fonte: Grupo Simpatia e GZH
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